Brigadeirodecolher’s Weblog

Março 7, 2008 · 5 Comentários

blog-imagens.jpgPensei por muito tempo em criar um blog, mas sempre recuava na hora H. Engraçado que as horas Hs eram sempre ás onze e meia da noite, quando não tinha sono, nem nada para fazer. O que eu tinha era fome, mas não no sentido metafórico da palavra, falo de fome de comida mesmo. Foi então que finalmente decidi levantar do sofá e fazer brigadeiro de colher para mim….esse mesmo que todo mundo come quando tá com vontade de doce, principalmente porque é fácil de fazer.  Enquanto comia o brigadeiro, senti uma sensação inesperada de felicidade, além da fome saciada, é claro. Senti que estava tudo bem, que eu estava bem, que não precisava me preocupar com o dia de amanhã, com as coisas ruins que aconteceram ou iriam acontecer, podia apenas pensar naquele momento saboroso. Independentemente de a ciência poder explicar esse fato- o chocolate libera sensação de prazer, pois produz a substância serotorina , “hormônio da felicidade”, -o que importa aqui é que nos sentimos felizes com uma coisa tão  simples como o brigadeiro de colher, fácil de fazer e de comer. Não é a toa que dizem que a felicidade se encontra na simplicidade das coisas. Agora sim utilizarei uma metáfora: bem que a vida podia ser um brigadeiro de colher, fácil de fazer e de aproveitar. Não preciso dizer porque escolhi esse nome para o blog , né?

Podem entender essas palavras como uma mensagem lúcida sobre a vida ou simplesmente como uma vontade louca e insaciável de comer brigadeiro de colher….Hahaha….o que vocês preferem?

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Vende-se meteorito

Agosto 24, 2009 · Deixe um Comentário

Vendem-se meteoritos

“Filho, pegue alguns ovos no galinheiro para a mamãe fazer o jantar, tá?” Foi com esse pedido que o garoto de apenas seis anos, Josh Chapple, foi para o galinheiro de sua casa fazer um favor para a mãe. Favores esses comuns no dia-a-dia monótono de Josh, que com essa idade e especialmente naquela tarde ensolarada e amena, deveria estar brincando, em vez de ficar catando ovos.

Mas foi nessa mesma tarde que o dia do garoto tornou-se um pouco menos comum ao invés de ovos, ele levar para mãe um meteorito. Depois de especialistas analisarem a amostra, avaliaram-na como um raro meteorito de 6×4 cm. Mas para que especialistas se a própria mãe do menino se mostrou uma perfeita conhecedora de meteoritos? Imagino minha mãe ou qualquer outra , vendo seu filho com uma espécie de pedra na mão, reagiria com indiferença e impaciência: “ Ah, filhinho, não foi isso que a mamãe pediu!!! Agora volte lá e pegue os ovos, tá! Não é hora de brincar com pedrinhas!!!” Sim, elas iam pensar que eram pedrinhas, afinal mães são leigas em meteoritos. Mas não a de Josh. Aparentemente, essa senhora que também deveria levar uma vida pacata em sua cidadezinha desenvolveu um estranho hobby de admirar chuvas de meteoros, evento que acontece uma vez por ano na cidade dos ovos de galinha. Pensando bem, eu preferiria analisar meteoros a catar ovos no galinheiro, uma vez que o marasmo do lugar tomaria conta de mim.

A excentricidade dos fatos não acaba por aí. Após a inesperada descoberta e a alegria de Josh em adquirir um meteorito, imagine agora, que seus irmãos tiveram a brilhante idéia de vender a tal da pedrinha para comprar um carro de corrida. Portanto os próximos anúncios no Mercado Livre.com serão: “Vende-se meteorito, espécie rara de 3×4 cm. Ótima para deixar na prateleira de sua casa e não fazer nada” Afinal, para que serve um meteorito a não ser que esteja sob domínio de especialistas para pesquisas e previsões sobre o espaço? Para um simples garoto como Josh, não tem serventia. Mas só o fato de ele ter achado a pedra especial e tê-la em suas mãos já o deixa contente. E que bom que o deixe assim. Portanto Josh,fique com o meteorito mesmo. E se der mais sorte ainda, quem sabe ele não seja uma kriptonita verde ou vermelha, conferindo-lhe poderes especiais e você não se torne o Super-Homem? Poderá até salvar o mundo ou ao menos,na pior das hipóteses, ficará livre da obrigação de pegar ovos.

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A hepatite pode estar em todo lugar

Agosto 17, 2009 · Deixe um Comentário

                                     A hepatite pode estar em todo lugarmateria 019 

Ela é silenciosa, e está mais próxima do que você imagina. É com essa frase que a ONG Saúde Em Vida vem fazendo a mais contundente campanha de combate à hepatite , doença viral que já atingiu cerca de 2 bilhões de pessoas, segundo dados da OMS. Fundada em junho de 2003 por portadores de hepatite, a ONG promove auxílio e tratamento assistido gratuitos para pacientes, além de testes rápidos para a detecção da doença em grupos de risco de contração. O infectologista do Hospital Do Servidor Público De São Paulo,  João Silva Mendonça explica que o risco está em todo lugar. “ Qualquer contato com sangue e outros fluídos corporais pode transmitir o vírus, portanto no quadro de risco se inserem tanto transfusões de sangue, transplante de órgãos, tratamento de hemodiálise, drogas injetáveis como relações sexuais não seguras.” Outras probabilidades de transmissão  menos divulgadas,  mas não menos freqüentes são os tratamentos de beleza  como as  tatuagens, tratamentos de varizes, corte de cabelo, aparelho prestobarba e manicures.  Um estudo promovido pela Secretaria de Saúde de São Paulo revelou que 10% das manicures na capital têm hepatite e pode passar para as clientes se cuidados essenciais não forem tomados. “Depois das reportagens divulgando o estudo sobre as manicures, a procura por um diagnóstico das pessoas com medo de estarem infectadas aumentou muito aqui”,diz a assistente de enfermagem da ONG Saúde Em Vida, Edigiane Ferreira. “ Então nós aplicamos imediatamente o teste rápido para depois fazermos uma análise mais profunda” O teste rápido consiste em pingar uma gota de sangue do possível portador e dependendo da coloração, indicar no mesmo instante se ele contraiu o vírus. O problema é que mesmo se o resultado for positivo para a doença, não é possível saber a causa da infecção. “ A maioria das pessoas dão respostas evasivas, dizendo que foi por transfusão de sangue para omitir muitas vezes os reais motivos”, completa Redigiane.Marcio Paiva, 40 anos diz ter só descoberto recentemente ser portador de HCV e acredita que o motivo foi uma tatuagem feita na adolescência, pois em alguns tipos de hepatite demora muito tempo para a pessoa perceber que está doente. “ Estou prestes a iniciar o tratamento e estou só um pouco ansioso por causa dos efeitos colaterais, mas quando soube fiquei muito indignado, pois o cara era profissional”, desabafa. Já a professora de maternal, Aline Goes, descobriu também recentemente ser portadora do vírus, mas não sabe  como contraiu. “ Eu tenho certeza que por transfusão de sangue não foi pois nunca fiz uma e muito menos por relações sexuais”, disse ela rindo e olhando para o marido que estava ao lado. “ Meu médico disse que existem duas possibilidades no meu caso: ou manicures ou uma tatuagem definitiva que eu fiz nos cílios para eles ficarem mais ressaltados” O depoimento de Aline mostra mais uma vez que se tratando de hepatite todo cuidado é pouco, pois os riscos são inimagináveis. Portanto os infectologistas e a Vigilância Sanitária continuam recomendando ás clientes a aos proprietários dos salões medidas de segurança. Para as mulheres que fazem pé e mão com manicures, sempre levar seu próprio kit e para os profissionais dos  salões de beleza esterilizar os instrumentos com a técnica correta, que é o autoclave, material que faz a descontaminação de microorganismos através de produtos químicos ou com temperatura certa. Edigiane termina dizendo que nos salões de beleza os cuidados têm que ser reforçados, porque há um estudo mais novo sendo feito  que irá provar que até os esmaltes sozinhos podem transmitir a doença, já que há uma chance de o vírus permanecer nele por um tempo. “ Até o esmalte agora tem que ser levado de casa”A ONG Saúde Em Vida disponibiliza maiores informações e prestações de serviços no site: www.saudeemvida.org.br

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Dinheiro virtual, risco real

Agosto 17, 2009 · Deixe um Comentário

                       Dinheiro Virtual, Risco Real

 

Em função dos juros elevados, uso do cartão de crédito apresenta maiores riscos de inadimplência

 Estudo realizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) mostrou que o cartão de crédito, apesar de ter as maiores taxas do mercado, é a linha de financiamento mais utilizada pelo consumidor, tendo apresentado uma elevação 24% somente no primeiro trimestre de 2009. Ele vem sendo aceito cada vez mais para compras de pequeno valor como táxis, cafézinhos e até sorvete na praia. No entanto, a popularização desta forma de pagamento implica também no aumento de inadimplência de seus usuários, já que sua taxa é uma das mais altas do mercado. De acordo com o Banco Central, em março, o nível  de inadimplência subiu para 8,3%, o patamar mais elevado desde maio de 2002.

” Os juros são muito altos para o cartão, o menor deles é 9% ao mês. No fim do mês a pessoa que não controlou os gastos não consegue pagar o valor integral e entra numa bola de neve : começa a incidir juros sobre juros”, explica a supervisora de Cartões Itaú, Gisele Politti. Apesar das inúmeras vantagens que o uso do  cartão oferece, como segurança,   quantificação de gastos , programas de recompensa e parcelamento de contas, a tentação de gastar mais do que pode é muito grande e consumidores se inserem no grupo de risco do consumo compulsivo e endividamento. Aline Maia, estudante, de classe média é um exemplo de quem teve problemas com o cartão. “Eu comecei a gastar e esqueci que teria que pagar a conta no final do mês. Sou compulsiva, na hora de comprar nem lembro se tenho ou não dinheiro.”  Quando chegou a conta, Aline percebeu  que não teria como pagar. Pagou o valor  mínimo e no outro mês continuou gastando. Foi pagando só o mínimo permitido por mês e quando  se deu conta, os juros, que eram de 12%, tinham elevado muito o valor da  dívida. “Antes estava devendo 200 reais, agora devo mais de 1000.”

 O caso da estudante é a evidência de que os perigos são reais,  e para evitar essas complicações, segundo o economista e professor de finanças da faculdade Ibmec, Marco Lyrio, a melhor forma ainda é o uso consciente. ” É bom deixar para cada mês um valor estudado. Se uma pessoa precisa por muito tempo pagar somente o valor mínimo, já é sinal de endividamento e está na hora de procurar o banco.” O valor recomendado para o usuário assalariado gastar é somente 30% de sua renda. Alberto Nogueira, personal trainer possui um limite de R$10.000 em seu cartão de crédito,mas gasta apenas de R$800 a R$1000 por mês com despesas essenciais: mercado, combustível, alimentação e presentes. ” Faço também uma tabela de gastos por tipo de consumo. Ex: supermercado – R$ 300, combustível – R$ 200. Para mim, essa é a principal vantagem do cartão, a identificação dos gastos. ” Já Carla Cardin, comerciante, não elabora tabelas para o controle, mas utiliza seu cartão de 10 a 15 dias só por mês e apenas em supermercado e farmácia. ” Evito qualquer outro tipo de consumo com ele”

 Em relação aos outros hábitos do uso de cartão de crédito pelos consumidores, Marco comenta. “Muitas pessoas aparentemente optam por pagar à vista, mesmo tendo a opção de pagar o mesmo montante a crédito. Em termos financeiros, isso não parece fazer sentido algum. A explicação parece estar ligada à insegurança quanto ao futuro ou á incapacidade das pessoas de planejarem o seu orçamento a médio prazo.”   Outro erro  é usá-lo   como mecanismo de crédito, e não de compra. Se o financiamento for necessário, outros meios, como por exemplo o crédito pessoal, são mais em conta e geram juros menores. Além disso, o financiamento deve ser feito na hora da compra, e não depois de estar endividado.

 DSC03837Esse dinheiro de plástico sem dúvida é um facilitador para o cotidiano do consumidor,oferecendo comodidade  e substituindo outras formas de pagamento como o dinheiro em notas, o cheque e até mesmo o cartão de débito. Mas essa facilidade pode ocasionalmente se transformar em dor de cabeça. ” Você esquece que a fatura é real, o dinheiro não existe e seu nome fica sujo. Por muito pouco, meu nome não entrou no SPC Serasa” lamenta Aline. Desta forma, o cartão deve ser visto como um remédio: é necessário tomar a dose certa na hora certa. Caso o usuário não tenha recursos para manter seu nível de consumo, o melhor é quebrar o cartão e jogar fora.

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Fim das ligações inconvenientes

Agosto 17, 2009 · Deixe um Comentário

                                         Fim das ligações inconvenientes

              Serviços de call-center serão otimizados com número menor de clientes

Entrou em vigor nesta sexta-feira (01/05) a lei anti telemarketing, que proíbe empresas de  call-center ligarem para consumidores paulistanos que não querem mais ser incomodados com suas ofertas e serviços. Segundo declaração da Assessoria de Imprensa do Procon-SP, órgão encarregado de fiscalizar essas empresas, a nova regra foi proposta pelo poder legislativo e nasceu da manifestação dos  cidadãos que não mais queriam ser importunados com telefonemas, muitas vezes feitos em datas e horários impróprios. Eles podem cadastrar suas linhas telefônicas no site do Procon , no qual já foram registrados  360 mil números  no estado de São Paulo.

As maiores reclamações são de bancos e operadoras de celular. “Eles ligam sempre no sábado na hora de almoço querendo vender cartões de crédito.  Deixo avisado para minha empregada dizer que estou viajando” reclama Cláudia Von Nielander, 49 anos.  Já Gustavo Portela, 24,  afirma que atende, mas não chega a trocar três palavras com os operadores. “ Querem me oferecer planos de celular  que não preciso e apenas digo que não posso falar no momento, mas na verdade minha vontade é de xingá-los “ 

Apesar da norma deixar claro que essa iniciativa não impõe uma proibição de todo telemarketing  e atuará mais  como reguladora dos serviços, as associações representantes  dos  call-centers  vêm contestando a decisão : “ A criação da Lei é confusa, pois o setor  já possui um código de autorregulamentação que orienta os prestadores de serviço”, rebate Diogo Morarels, presidente do Sindicato Paulista de Empresas Telemarketing (Sintelmark).  A Associação Brasileira de Telemarketing (ABT) acredita que a Lei coloca em risco o emprego de milhares de trabalhadores, já que a área iniciou 2008 com 750 mil funcionários, 250 mil só na cidade de São Paulo.

Call- centers também serão beneficiados

“Sou totalmente a favor dessa lei, ela vai nos beneficiar também” afirma Jimmy Cygler, presidente do call-center Proxis . Segundo Jimmy, com um número menor de consumidores, as empresas terão maior relevância, diálogo com mais qualidade e  irão conhecer melhor o cliente em vez de atirar ofertas para milhares de pessoas desconhecidas. “ Isso sem falar no próprio operador de telemarketing que não é um robô. Ele é um ser humano também e receber insultos o dia inteiro não contribui para seu estado psicológico nem para o resultado do trabalho.” O presidente acrescenta outro fator favorável ao setor . “As empresas contratantes de nossos serviços não vão gastar dinheiro com quem não está interessado e ainda evitarão que suas marcas sejam desgastadas, pois as ligações geram raiva no consumidor do produto ofertado”

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Fica PM!

Agosto 17, 2009 · Deixe um Comentário

                                                                   Fica PM!

Após confronto com a polícia, moradores se sentem mais seguros com a presença das tropas no bairro de Paraisópolis

A Operação Saturação por Tropas Especiais (OSTE) proporcionou sensação de tranquilidade e segurança aos moradores de Paraisópolis. Em turnos de oito horas, 341 policias se revezam na patrulha diária com cerca de 80 viaturas, circulando nas ruas estreitas e ladeiras íngremes da região que há aproximadamente em 60 dias mudou de cenário.

Enquanto crianças brincam á vontade em frente a um verdadeiro acampamento militar instalado na entrada da favela, moradores confirmam que não temem a presença da PM.   “Por mim eles ficavam aqui”, diz Antonia Silva Paes, dona de um pequeno comércio de frutas. “A ocupação está de parabéns, agora me sinto mais calma quando meu filho vai estudar e meu marido trabalha”.

Uso de entorpecentes e vandalismo causado por adolescentes sem limites eram as maiores queixas e receios dos habitantes, mas a polícia está agindo para combater essas ocorrências. O encarregado da operação, capitão Ronaldo Miguel afirma: “Estamos autorizados a fazer o policiamento preventivo e a repressão imediata. A própria população coopera com informações, como a localização de  pontos de drogas”. A criminalidade diminuiu em 36% desde a ocupação no dia 4 de fevereiro e dentre os crimes mais controlados está o furto de veículos que caiu para 61%.  Houve 122 prisões em flagrante, 31 armas de fogo e aproximadamente 14,800 Kg de drogas apreendidas.

A ocupação não tem prazo para sair de Paraisópolis e os moradores temem o futuro após a  retirada. “O poder paralelo está escondido agora, mas a gente tem medo do que vai acontecer depois”, diz o jovem que não quis ser identificado.  O diretor da Associação dos Moradores de Paraisópolis, José Rolim, relatou: “Os envolvidos no confronto do dia 3 de fevereiro eram daqui, mas quem mandou era da cadeia, que seria o poder paralelo. Essa molecada de 17 anos não tem título, não vota e não crê nas melhorias”.

Há ainda quem não goste da presença da PM no bairro e quem prefere não opinar por medo de represálias das duas partes. “Tem uma pequena minoria que não quer que a gente fique aqui, não sei por que” diz o capitão. Já houve ocorrência de um indivíduo denunciar dois subordinados meus de agressão contra usuários de cocaína, mas os próprios abordados  não confirmaram a versão. “

Como aconteceu com a intervenção dos policiais em Paraisópolis no ano de 2005, o governo continuou monitorando a região mesmo após a saída das tropas, e caso haja necessidade, a operação deste ano poderá reocupar o local. “Nada nos impede de voltar”, conclui capitão Ronaldo.

Muito além do combate ao crime

Não é só com crimes que a Polícia Militar trabalha. Desde o início da ocupação, as tropas realizam mais de cinco ações sociais para a comunidade, entre elas atendimentos odontológicos, prestações de serviços como Poupatempo, apresentações com cães e com instrumentos musicais, palestras de prevenção para a saúde e meio ambiente. Esses projetos estão inseridos na Virada Social, programa do Governo do Estado junto á prefeitura.

Aproximadamente 1000 pessoas foram beneficiadas em cada iniciativa, principalmente crianças. No dia 4 de abril, houve um evento para entrega de pipas ás crianças e aos jovens como forma de integração entre moradores e milícias. Os eventos são divulgados pelos próprios policiais que com suas viaturas distribuem panfletos pelas ruas de Paraisópolis.

BOX- Por trás da história da comunidade

O vereador José Rolim, foi durante 11 anos presidente da Associação dos Moradores de Paraisópolis e desde o ano de 92 vive uma batalha constante para defender seu bairro com políticas de infraestrutura e inclusões social e educacional do morador.

A população em 1997 era de 30 mil habitantes e hoje já está em 80 mil, o que aumenta a demanda pelas necessidades básicas, como luz, água e saneamentos. O vereador obteve grandes conquistas como a construção de um CEU, um CEI, uma escola estadual e duas municipais, através do plano de urbanização do prefeito Serra. “ Um dia as crianças da escola de lata Paulo Freire vieram ao meu gabinete com um abaixo-assinado me cobrar que tinha um lixo na frente” , conta Rolim. Hoje a Paulo Freire deu lugar a uma nova escola com melhor estrutura para os alunos do bairro.

Em relação ao confronto de fevereiro, o líder comunitário já o previa há 11 anos,  quando  um estudo realizado  pelo Instituto  Albert  Einsten  revelou que 31% da população era jovens e crianças,  e que com muitas insatisfações  e poucas  instruções se rebelariam facilmente.  “Por isso minha maior preocupação é formar o cidadão”.

 

 

 

 

 

 

 

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